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montesclaros.com - Ano 26 - sábado, 24 de janeiro de 2026

Estados Unidos podem impor novo bloqueio naval contra Cuba. Crise dos mísseis, em outubro de 1962, quase iniciou guerra atômica. (Maior porta-aviões do mundo já teria sido deslocado para algum ponto entre Cuba e Venezuela)

Sexta 23/01/26 - 18h41

O governo dos Estados Unidos estuda impor um bloqueio naval contra Cuba para impedir a entrada de petróleo no país, conforme revelado pelo site de notícias Politico nesta sexta-feira.

Segundo a publicação, a medida seria uma estratégia para pressionar por uma mudança de regime na ilha.

A informação indica que a proposta tem apoio de integrantes do governo norte-americano, incluindo o secretário de Estado, Marco Rubio.

O Politico ressalta que nenhuma decisão oficial foi tomada.

Analistas internacionais avaliam que um bloqueio total às importações de petróleo poderia ter efeitos graves na já debilitada economia e no sistema de abastecimento cubano.

A reportagem surge após notícias de que a administração americana busca ativamente uma transição política em Cuba.

O governo cubano ainda não se pronunciou sobre o relato.

Na quarta-feira, o jornal Wall Street Journal havia informado que os Estados Unidos procuram intermediar um acordo para derrubar o governo comunista até o final do primeiro semestre.

1962

Crise dos Misseis (Outubro de 1962) - foi a ação mais próxima de um bloqueio naval contra
Cuba.


O presidente John F. Kennedy ordenou uma "quarentena" naval (um termo jurídico usado para evitar uma declaração de guerra) ao redor de Cuba.

Uma frota de navios de guerra dos EUA foi posicionada para impedir a chegada de navios soviéticos que transportavam mísseis nucleares à ilha.

O bloqueio foi uma medida militar de alta tensão que durou 13 dias e foi um dos momentos mais críticos da Guerra Fria.

Foram os dias mais intensos da Guerra Fria e o mundo ficou arrepiado ante a iminência de ataques atômicos entre os Estados Unidos e a Rússia.

O MAIOR

O USS Gerald R. Ford, que já teria sido deslocado para algum ponto entre Cuba e a Venezuela, é o primeiro e principal navio da nova classe de porta-aviões nucleares da Marinha dos Estados Unidos, projetado para substituir os antigos porta-aviões da classe Nimitz. Seu nome homenageia o 38º presidente americano.

Equipado com dois reatores nucleares avançados, o navio possui maior capacidade de geração de energia elétrica, o que permite operar sistemas de última geração. Entre as inovações estão o Sistema de Lançamento de Aeronaves por Eletromagnetismo, que substitui as catapultas a vapor tradicionais, e um novo sistema de recuperação de aeronaves. Essas tecnologias aumentam a eficiência e reduzem o desgaste das aeronaves.

Com um convés de voo redesenhado, o Gerald R. Ford pode operar mais de 75 aeronaves, incluindo caças de quinta geração. Um maior nível de automação a bordo permitiu uma redução significativa no tamanho da tripulação necessária, gerando economia de custos a longo prazo.

Comissionado em 2017 após anos de desenvolvimento, é considerado o porta-aviões mais avançado e caro já construído, representando a principal ferramenta de projeção de poder naval dos Estados Unidos para as próximas décadas.

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