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montesclaros.com - Ano 26 - sábado, 17 de outubro de 2026

Mural

Jornalismo exercido pela própria população

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Mensagem N°58197
De: Maria Data: Segunda 10/5/2010 12:22:09
Cidade: Montes Claros-MG  País: Brasil

(...) uma criança morreu após cair sobre ela uma tv de 29 polegadas, isso aconteceu ontem na vila brasilia em montes claros, a criança de aproximadamente 03 aninhos chegou no aroldo tourinho já sem vida.(...)

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Mensagem N°58195
De: Lucy Data: Segunda 10/5/2010 11:42:10
Cidade: Montes Claros

E a meteorologia acertou. Cai agora uma neblina em M. Claros.

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Mensagem N°58191
De: Marcela Data: Segunda 10/5/2010 11:00:29
Cidade: Moc  País: Brasil

Estou muito triste com a morte de uma criancinha de 3 aninhos aqui o Bairro Edgar Pereira. Dizem qu foi um televisor de sua própria casa que caiu en cima dele. Meu Deus, que coisa triste. Peço a Deus que dê força a essa família e principalmente a essa mãe que ficou marcada com esse fato triste em seu dia.

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Mensagem N°58190
De: Estado de Minas Data: Segunda 10/5/2010 10:28:33
Cidade: Belo Horizonte

Polícia investiga chacina em Curvelo - Ivan Satuf - Luiz Ribeiro - As polícias Militar e Civil tentam identificar três homens suspeitos de matar cinco pessoas em Curvelo, na Região Central de Minas. A chacina ocorreu por volta de meio-dia de domingo, quando os agressores fortemente armados invadiram uma oficina mecânica na Rua Raimundo Matoso, no Bairro Esperança.
Apenas um jovem de 21 anos sobreviveu aos disparos após ser atingido na perna esquerda. Ele contou à polícia que os assassinos se envolveram em uma briga recente com as vítimas e prometeram vingança.
Foram mortos Edson Luiz Rezende, apontado pela polícia como proprietário da oficina; José Eustáquio Aparecido Santos; Warley Mendes da Silva; Arnóbio Silva Mendes e Naílson Gomes da Silva. Este último ainda foi encaminhado com vida ao Pronto Atendimento Municipal de Curvelo, onde morreu.
Mistério - A polícia ainda não sabe a motivação do crime. O sobrevivente continua internado sob escolta em um hospital da região. Os investigadores tentam descobrir se todas as vítimas eram alvo dos assassinos. Existe a suspeita que algumas das pessoas foram mortas simplesmente por estar no local do ataque.

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Mensagem N°58185
De: Orion Data: Segunda 10/5/2010 09:07:09
Cidade: M. Claros

Palmas para a meteorologia. Com dias de antecedência, o serviço disse que o tempo seria nublado nesta segunda-feira em M. Claros. Nublou. Nuvens ralas, claras, mas tempo nublado. Agora cedo, a meteorologia reforçou: disse que pode chover alguma coisa, ainda hoje. Há 80% de chances de chover 5 milímetros em M. Claros. Amanhã, terça-feira, pode chover o dobro - 10 milímetros, e as chances de chover são de 90%. A terça, diz a previsão, será de "dia chuvoso, durante o dia e a noite". É preciso conferir, pois é incomum chover em Montes Claros já em meados de maio. Pode chover na quarta, pingos. Amanhã, terça, está previsto que a temperatura se reduza de 29 para 24 graus. Boa oportunidade de saber a quantas anda o serviço meteorológico do Brasil. Nos Estados Unidos o índice de acerto é altíssimo.

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Mensagem N°58184
De: O Tempo Data: Segunda 10/5/2010 08:56:57
Cidade: Belo Horizonte

Cinco pessoas são assassinadas em oficina mecânica em Curvelo - Fernanda Penna - Cinco pessoas foram assassinadas na tarde desse domingo (9) em Curvelo, na região Central do Estado. O crime ocorreu dentro de uma oficina mecânica. De acordo com a Polícia Militar da cidade, três homens armados chegaram atirando no local. Seis pessoas, entre eles o dono no estabelecimento, foram baleadas e apenas uma sobreviveu.O homem disse à polícia que o alvo dos criminosos seria dois clientes da oficina. A vítima disse ainda que os dois homens teriam se envolvido em um briga com os atiradores a cerca de três meses. "A briga foi motivada por bebedeira e na ocasião, os suspeitos prometeram matar as vítimas", disse o cabo Mário, do 42º batalhão.Os suspeitos fugiram em duas motos e após o crime, os militares fizeram intenso rastreamento, mas nenhum deles havia sido preso até a manhã desta segunda-feira (10). Policiais investigam se as vítimas tinham passagem na polícia.

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Mensagem N°58180
De: Estado de Minas Data: Segunda 10/5/2010 07:45:22
Cidade: Belo Horizonte

Dívida de prefeitura agrava crise - Luciane Evans, Ricardo Beghini, Patrícia Rennó, Marcos Avelar e Luiz Ribeiro - Em Montes Claros, a Santa Casa reclama que a prefeitura deve à entidade R$ 4,7 milhões e que a situação compromete o programa estadual de uma rede de urgência e emergência na região, do qual o município é piloto e exemplo. “O centro desta rede está doente ”, afirma o superintendente da Santa Casa, Samuel Souza Figueiredo, que cobra solução imediata. “Estamos há três meses sem pagar os médicos. Não há como fazer mágica entre receita e despesa. Torcemos para não fechar as portas.”
“O problema é que somos referência para diversas especialidades, mas o estado só nos enxerga para o setor de cardiologia e, assim, não recebemos recursos estaduais para traumas, para qual também somos referência. Desde fevereiro não pagamos honorários aos médicos, que vão suspender o atendimento. Nossa dívida é de R$ 1, 5 milhão”, destaca o administrador-geral do Hospital Aroldo Tourinho, Geraldo Elvio.
Segundo o secretário de Saúde de Montes Claros, José Geraldo de Freitas Drumond, o lema é: “Devemos não negamos, pagamos quando pudermos”. Segundo ele, a prefeitura está atrasada no pagamento de urgência e emergência de seis meses. “Esse valor de R$ 4,7 milhões para Santa Casa é a soma do que já devia a administração anterior. Em 2009, o déficit era de R$ 15 milhões na saúde”, diz. “Juntos, quatro hospitais de Montes Claros recebem, por mês, R$ 9 milhões. A Santa Casa tem estímulo do SUS de R$ 500 mil mensais. A crise sempre existiu, por causa da má administração nessas entidades. Há um problema sério de falta de autoridade com os médicos e de uso e abuso de tecnologia avançada. Tem muita coisa por debaixo dessa história”, diz.
Enquanto isso, pessoas que procuram o pronto-socorro da Santa Casa são obrigadas a esperar várias horas por atendimento. Para quem enfrenta estradas, o problema é pior. Na semana passada, Dilma Aparecida de Jesus saiu de Rio Pardo de ambulância, acompanhando o filho Tiago Dias Santos, de 7 anos, com quadro de apendicite. Depois de percorrer os 260 quilômetros até Montes Claros, ela chegou à porta do hospital às 14h. "Mas, só consegui atendimento às 20h. Meu filho foi internado e, no dia seguinte, fez cirurgia de apendicite", conta Dilma.
Solução - De acordo o consultor da Secretaria de Estado de Saúde, José Maria Borges, os hospitais pequenos com menos de 30 leitos têm capacidade resolutiva muito pequena e, “portanto cara, onerosa, tanto economicamente, quanto no aumento dos agravos do paciente”. Para Borges, a solução para eles é servir de suporte ao PSF (Saúde em Casa, na versão mineira) e integrar a rede de urgência e emergência do estado.
“Estudamos a inclusão de hospitais, ainda que menores, mas socialmente necessários ao atendimento mais ágil e mais efetivo. Alguns, como o São Francisco, em Belo Horizonte, acumularam dívidas praticamente impagáveis e vão necessitar de um esforço do governo federal, estadual e municipal para sua recuperação”.

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Mensagem N°58179
De: luciana santos Data: Segunda 10/5/2010 07:10:41
Cidade: moc/mg

Endereço: av corinto c freire 600 - Telefone: (38) 99867774 - Mensagem: comunico a morte do meu avo zacarias lopes dos santos ocorrido no dia 08 05 10 morreu aos seus 97anos era pai do ilustre Dr edvaldo versiani pessoa muito bem quista na nossa cidade.

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Mensagem N°58176
De: Guilherme Data: Domingo 9/5/2010 20:01:08
Cidade: Curvelo

Hoje em Curvelo por volta das 12:00 houve uma chacina na qual fora executadas 5 pessoas, possivelmente por acerto de contas.

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Mensagem N°58175
De: Saulo Data: Domingo 9/5/2010 17:02:20
Cidade: Montes Claros

Foi extraordinariamente bom que G. Magela Sena, neste Mural, tenha apanhado um fragmento do poema “Dia das Mães” para ilustrar suas belas palavras belas. Deu-me a oportunidade de evocar o poema inteiro, que todos os anos, no Dia das Mães, é lido alternadamente nas rádios 98 FM e 93 FM, de M. Claros. O poema é bom, alto, extraordinário. De uma atualidade cortante, que enternece e comove, e o seu autor - infelizmente hoje pouco conhecido - ainda há de remerecer um destaque que lhe faça justiça plena. Todos os que tiveram o privilégio de ouvir a Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nos anos 40, 50 e 60, a maior escola de jornalismo que este País já ouviu, terão neste nome uma referência segura, bem fixada na memória, e na gratidão, como eu quero dizer que tenho.
Giuseppe Ghiaroni. Afinal, era dele - e de quem mais poderia ser? - a radiofonização da vida de Jesus Cristo, que literalmente parava o Brasil nas Sextas-feiras da Paixão. Naqueles dias (que sempre nos seguem, e nos seguirão sempre) apenas um soluço era capaz de escapar de nossas gargantas, no silêncio que ia atrás do lamento das matracas pelas ruas montesclarinas. Era ouvir o rádio em casa, correr para a Procissão do Encontro, para a Via-Sacra, para a Adoração da Cruz e os Lamentos de Jeremias; à noite, correr para ouvir o Canto de Verônica na Cerimônia do Descendimento do Senhor Morto, para Contemplar a Mater Dolorosa na redoma de vidro de padre Dudú e seguir a banda de música nada marcial atrás do Esquife Santo, e voltar correndo para casa, para o pé do rádio, a tempo de ouvir os últimos e lancinantes Açoites e as Quedas do Mestre na Escalada Dolorosa do Gólgota.
Este Giuseppe Ghiaroni, volto a dizer, recordem comigo, era mineiro. Nasceu em Paraíba do Sul. Foi poeta e jornalista. Emigrou para o Rio. Trabalhou na redação do jornal A Noite. Seus poemas - lidos na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nome que é preciso pronunciar sempre por inteiro – seus poemas e crônicas entraram para a história do Brasil! Dentre as Obras publicadas e mais conhecidas, estão O Dia da Existência, seu primeiro livro, de 1941, A Graça de Deus, de 1945, e a Canção do Vagabundo, de 1948. Em 1997 publica A Máquina de Escrever, obra lançada no Programa do Jô! Antes de ser poeta, foi ferreiro, “office-boy”, caixeiro e redator do “Suplemento Juvenil”.
Esteve conosco, bem perto de todos nós, até os 89 anos. Faleceu em 2008, no Rio, e muito tristemente lamento que os sinos não tenham dobrado em homenagem mais que merecida a este que nos faz levantar quando pronunciam o seu nome.
Já nos dias conclusivos, anos 90, crepúsculo, foi redator da Globo. Estou convencido de que não foram das suas melhores horas de criação, pois que falava de uma altura que talvez a rede de TV não pudesse alcançar e sentir, para permitir que viajassem no éter (como nas três décadas mágicas do rádio brasileiro) para penetrar e persuadir mentes, corações e almas. No Rádio. No rádio, onde a imaginação é a força criadora, insuperável, como podemos testemunhar nós todos que fomos criados ouvindo Jerônimo, o Herói do Sertão, O Anjo, Balança mas não Cai, a Lira do Xopotó, Obrigado Doutor e novelas inapagáveis como O Direito de Nascer. (Pare. Ouça o rádio que toca dentro de você, que viveu naqueles dias de ouro).

Convido. Querem ver o tamanho da poesia de Ghiaroni, que - como disse - ouço todos os anos nas ondas da 98 FM (que hoje completou 29 anos) e da 93 FM, por ocasião de todo Dia das Mães? Leiam abaixo. Guardem. Levem para a escola. Chorem. Chorem se as lágrimas subirem do e ao Coração.



Dia das Mães

Giuseppe Ghiaroni

Mãe! eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
orque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar, depois... perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba, e a avelha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la

Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.

Hoje volto coberto de poeira
e ten encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijar-te a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
não sinto que me caiba este direito.

O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires e expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar:``Sou eu!"

Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.

Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.

Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
a cadeira rangeu; é tade agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graçs, diz:"Meu filho!", e chora.

E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.

Mãe! Nos teus braços eu me tranfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa!

Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda a dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que , nada tendo, não te falta nada.

Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!

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Mensagem N°58174
De: g. magela sena Data: Domingo 9/5/2010 16:54:39
Cidade: montes claros . mg

Gostaria de prestar uma homenagem à minha e a todas as mães montesclarenses pelo dia das Mães.

NO COLO DA MÃE A VIDA SE APRENDE

Mistérios divinos envolvem a maternidade que nem à própria mulher são revelados! Ela a exerce não por mérito, mas como um dom. Por Amor e cuidados, o Criador enviou Seu Filho através da mulher e da sua maternidade. E através do Filho Jesus ao proferir as célebres palavras: “Mulher, eis aí teu filho.” e ao discípulo: “Eis aí tua Mãe” (Jo 19,25-29) como um precioso legado a deixou.
No colo da mãe, a Vida se aprende. Não importa a idade, o tempo - a mãe transcende o tempo e espaços físicos. É possível encontrá-la sempre que dela precisamos, independentemente de estar ou não ainda entre nós. E no seu colo continuar as lições de vida ou buscar o beijo que cura quedas e arranhões.
Cecília Meireles ao iniciar o seu poema Motivo, com a beleza e simplicidade que lhe foram próprias, se define: “Canto porque o instante existe e a minha vida está completa. Não sou alegre nem sou triste. Sou poeta.” Já eu sei que canto, porque ouvia minha mãe cantar. E me arremedo poeta, porque com ela aprendi os primeiros poemas.
Ainda muito pequena, me lembro, ficávamos estendidas sobre sua cama, fundidas nas dimensões da beleza e dos sentimentos. Ela declamava para mim o Pássaro Cativo - de Olavo Bilac, uma lindíssima história de um pássaro prisioneiro na gaiola, dos seus anseios de liberdade e os apelos ao coração do homem. E tantas outras mais.
Momentos maravilhosos que no meu coração abriram caminhos para a música e a poesia. Marcas de enlevo e encantamento tatuando emoções e lembranças inesquecíveis! Riquezas acumuladas na alma!
Ainda no colo, na pureza da alma em seus primeiros anos, defronte ao oratório firmado no “terreno sagrado” que ficava atrás da porta entreaberta do quarto de meus pais, outras sementes foram plantadas: as da Fé, do Amor e Temor a Deus. Semeadas e cultivadas por mãos predestinadas lançaram raízes que se aprofundaram e se fortificaram. Hoje, sustentam os meus pés no chão, minha cabeça erguida com dignidade, meus olhos firmados no alto e a consciência de cidadã e filha muito amada de Deus.
Foi assim, com as mãos postas, no aconchego da minha mãe, repetindo cada palavra sua que aprendi minha primeira oração e que nunca mais esqueci de rezar:“ Anjo do Senhor, Meu zeloso guardador...” Ali me foi apresentado o meu inseparável companheiro e anjo de guarda. Presente de Deus que as mães têm a graça de poder abrir e mostrar aos seus filhos.
Ainda hoje, na caminhada e busca incansável própria do homem em direção à plenitude (corpo, mente, espírito) em Deus, certamente, minha mãe é presença espiritual constante que me acompanha com seu cuidado e olhar atento.
Interessante perceber, ao evocar as lembranças dela, que em todos os tempos as Mães tiveram esse papel de base, de rumos e prumos. E com discrição. Poucas, no espetáculo da vida, puderam ter posturas de prima dona. Mesmo hoje, cabendo as proporções de cada tempo, as mães continuam nos seus silenciosos trabalhos de coxias, de retaguarda, construindo o mundo através dos homens e mulheres: seus filhos - estruturados na firmeza e afagos dos seus colos.
Mães, decantadas pelos seus feitos, mas quão pouco reconhecidas e amparadas nas suas carências, lutas e fragilidades para prosseguir realizando seu mister!
Há que não se deixar abater sobre as mulheres o medo, a insegurança, o desânimo, desespero e dificuldades tantas que, talvez mais nesses últimos tempos, lhes tem perseguido e anuviado o dom e a força da maternidade! Os resultados colhidos têm sido desagregações, distorções e desistências do seu papel, o que com preocupante freqüência temos visto estampado nos noticiários.
Enquanto escrevo me vêm à lembrança as palavras do poeta, que como adivinhando, já alertava para esse cuidado com as mães: “ (...) enquanto uma mãe cantar junto a um bercinho, haverá esperança para o mundo! “
As mães, no realizar da maternidade semeiam nos corações dos filhos a fé, esperanças, amor e aspirações que desabrochando como flores e frutos mais adiante, possibilitam aos homens a persistência e intrepidez para o construir e enfeitar o mundo. As lembranças da minha mãe, que hoje desvelo, vêm confirmar estes versos.
Minha mãe - Ambrosina de Sena Almeida - na forma e essência com que me plasmou, se faz presença viva no cotidiano do meu ser e fazer e nas saudades da mãe e amiga – doce como uma ambrosia.
Nas orquídeas, que com ela aprendi a amar e cultivar, até hoje colho seus versos de amor nos lindíssimos, coloridos e perfumados botões, que desabrocham a seu tempo, no meu jardim.

Geralda Magela de Sena Almeida e Sousa

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Mensagem N°58173
De: Miranda Data: Domingo 9/5/2010 16:50:23
Cidade: Montes Claros

13 milhões por mês são repassados para os gastos do SUS em M. Claros. 13 milhões, em números redondos./ 4 milhões é o orçamento da secretaria do 1/2 ambiente./ A (in)eficiência desta segunda secretaria esta se alastrando para a secretaria da Saúde e contaminando todo o governo ? (...) É preciso - urgente - examinar o que está acontecendo.

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Mensagem N°58170
De: Antônio Atayde Data: Domingo 9/5/2010 14:02:47
Cidade: MONTES CLAROS  País: BR

Para Antônio Marcos Mensagem N° 58143.Caro Muralista, O municipio de Montes Claros recebeu neste ano de 2010 precisamente a cifra de R$ 51.771.931,73, que dá uma média mensal de R$ 12.942.982,18 e R$ 431.432,76 POR DIA, com esses recursos que são exclusivos do Governo Federal/Ministerio da Saúde, mais os do Estado/Secretaria de Estado da Saúde e recursos próprios do municipio fica a pergunta: Justfica esse caos em que se encontra os serviços de saúde em nossa cidade, onde tem faltado até papel para os médicos fazer receitas nos centros de saúde? OBS: Qualquer cidadão poderá conferir esses dados relativos aos recursos do governo federal em www.fns.saude.gov.br

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Mensagem N°58167
De: Web Outros Data: Domingo 9/5/2010 11:49:34
Cidade: BH

Duas meninas

Sebastião Martins - Hoje em Dia

Uma vive ao Norte e a outra ao Sul de Minas Gerais. São quase irmãs, embora nem se conheçam. Essas duas meninas, Elenise Evaristo e Márcia Yellow, talvez nunca venham a se encontrar, mas são unidas por uma paixão que se revela em cada linha que escrevem: amam com fé e orgulho a terra onde nasceram e também assinariam, sem hesitar, a "Canção do Exílio", de Gonçalves Dias.
Não imaginem que elas se alimentem de provincianismo, visão estreita ou xenofobia. Nada disso. Seriam facilmente cidadãs do mundo, pois tudo que é humano lhes diz respeito. Mas voltariam sempre para Montes Claros e Três Corações, trazendo o planeta na palma das mãos, para compartilhar com os seus conterrâneos, da mesma forma que dividem o amor pela terra natal com aqueles que não a conhecem.
Márcia adotou Yellow como "nom de plume" por brincadeirinha com a sua preferência explícita pelo amarelo. E Elenise estuda a origem e o significado psicológico dos contos de fadas, em sua maioria provenientes da Europa, porque sabe que eles são universais. E, portanto, mineiros.
Uma delas, a Márcia, criou poemas corajosos, nos quais revela o mais profundo desprezo pelo convencional. Tão corajosos e desafiantes que ainda estão inéditos, à espera de um editor inteligente. E Elenise publicou há tempos um livro intitulado "Riquezas do Interior". A obra trata do interior de Minas, que é a sua pátria íntima (em perfeita convivência com a pátria Brasil).
Afinal, aqui pra nós, quem tem Ouro Preto, Diamantina e São João Del Rei, para falar só de algumas das nossas gemas de maior valor, que outra pátria íntima poderia escolher?
Essa mineiridade militante, mas sem preconceitos bairristas, sempre foi uma das melhores características da nossa gente. Enquanto os paulistas, por exemplo, acreditam que o Brasil começa e acaba em São Paulo, e os gaúchos vivem a ilusão de que ninguém mais sabe montar um cavalo, os mineiros podem conviver - sem qualquer incômodo - com a riqueza, a glória e as lendas alheias.
Essa pátria mineira, que tem raízes no fundo do quintal e, ao mesmo tempo, produz uma cultura universal e recebe todos os povos como se fossem compatriotas, é algo que ninguém explica.
Márcia Yellow e Elenise Evaristo habitam esse território quase intraduzível da mineiridade, cuja própria existência foi negada por mineiros ilustres, como o professor Francisco Iglesias, e afirmada apaixonadamente por outros (entre eles, um mestre fluminense de inegável lucidez: Alceu de Amoroso Lima).
Discípulas de poetas e pensadores, Helenise e Márcia não carecem de argumentos eruditos ou românticos para justificar a paixão por Minas, Montes Claros e Três Corações. Amor a gente não explica e nem defende, elas parecem dizer aos seus leitores. Amor se vive e até se morre dele. Quem viveu, sabe. E quem não viveu ignora o que a vida tem de melhor.
Esse é o grande enigma mineiro, que muitos julgam ser apenas fábula, coisa do passado ou invenção esperta, mas que as duas meninas tratam como coisa viva, real, contemporânea. Herdeiras do encanto de Minas, elas mergulham no hoje e cuidam do amanhã.
É bom saber que há meninas assim, em nosso tempo. Tomara que milhares delas floresçam em todos os cantos de Minas, como os girassóis de Van Gogh, tão imortais quanto os profetas de Aleijadinho.
Assim, não esqueceremos o nosso passado. E o futuro da nossa patriazinha estará em boas mãos.

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Mensagem N°58161
De: Claudio Usth Data: Domingo 9/5/2010 10:48:58
Cidade: Montes Claros

Alguns comentários sobre o time de voley demonstra a polêmica da subvençao pública a entidades privadas para atividades que verdadeiramente não são prioritárias numa cidade com IDH abaixo do 7 pontos. Penso que muitos comentários favoráveis são depois que não estam vivendo o caos da saúde e da limpeza pública em Montes Claros. Atribuir as críticas à falta de juventude é realmente tentar desqualificar a análise. Ao contrário de que alguns pensam, o jovem também sabe das responsabilidades sociais. Eu mesmo tenho 22 anos e sou estudante de engenharia. Acho que sou jovem ainda e questiono os investimentos no time prioritariamente a frente de outras áreas.

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Mensagem N°58160
De: Raphael Reys Data: Domingo 9/5/2010 10:06:48
Cidade: Montes Claros

MONTESCLAREADAS VII

Deba de Freitas, notável líder político de antanho, andava pelas ruas trupicando em seus próprios passos ligeiros. Arqueado sob o peso da sua incomensurável pança, um verdadeiro cemitério de galinha caipira.
Quando encontrava algum menino seu afilhado e eles eram muitos, tirava uma moeda de dois tões do bolso e dizia: “Toma para comprar bala Toffe no bar de Adail Sarmento, meu afilhado”.
O hoteleiro Juca de Chichico contava histórias da sua viagem a Transjordânia durante a Segunda Grande Guerra Mundial. Relatava também o causo da garrafa cheia de diamantes que afanara de um garimpeiro que nele confiara. Quando algum passante perguntava: “Como vai seu Juca?” Ele respondia, ao mesmo tempo em que fazia o gesto de trazer para si o interlocutor:” O que aperta não machuca...”
Já o emérito pecuarista João Athayde era circunspecto e de poucas palavras. Andava elegantemente vestido com ternos modelo Scaraveli, confeccionados em cazimira Aurora. Como seu xará, o também elegante João Chaves, usava gravatas borboletas feitas de seda francesa. Pouco aparecia em locais públicos e quando fazia presença, passava a passos largos, pisando de maneira determinada. O olhar sempre fixado à frente e para o alto.
Padre Agostinho Becaussen, pároco da Catedral no tempo em que um cemitério circundava a igreja, falava gritando impropérios. Quando alguém ou alguma coisa incomodava os seus botões, incorporava o bicho da cólera urbana e pulava e gritava como se estivesse numa farândola de diabretes. O seu olhar era impiedoso, o humor inflamado e a sua alma de répobro!
O babalaorixá Zé Fernandes, tinha um flamalial preso dentro de uma pequena cabaça que quedava pendurada no seu altar de santo por uma embira. Quando precisava de algum favor especial, soltava o ente com expressas ordens de só voltar após cumprir a missão.
Como bem relata o jornalista Tião Martins: “Minas tem coisas de que até Deus duvida”, haja vista o bode Zebedeu, folclórica figura caprina que faz parte do corpo ritualístico e do ofício religioso do vodu do Terreiro de Chico Preto. Inspira respeito e medo e quando vagueia pelas ruas do bairro Doutor João Alves a galera lhe abre caminho...
Dia desses, ao passar por um lote vago onde transcorria uma pelada, um morador desavisado apanhou uma pedra no chão com a intenção de arremessá-la no dito. O bode o encarou e disse entre dentes: “Joga se você é homem, seu xibunge!”.
O otário amarelou de susto e medo enquanto vertia água salgada pernas abaixo...

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Mensagem N°58157
De: José Prates Data: Domingo 9/5/2010 10:01:15
Cidade: Rio de Janeiro - RJ

O VOLEI ELEVOU MONTES CLAROS
JOSÉ PRATES
Alguns montesclarenses residentes na cidade reclamaram ou criticaram em mensagens postadas no mural, a subvenção que a Prefeitura Municipal concedeu ao Bonsucesso, time de vôlei que conseguiu pela sua qualidade, o título de vice-campeão nacional. As reclamações fundamentam-se no “mau emprego do dinheiro público”, como entendem os reclamantes. O que nos mostram as queixas é que não devem ser jovens, os reclamantes. O jovem ligado ao esporte não vê essa subvenção como desvio de verba publica, mas, como investimento necessário à promoção da cidade no país e fora dele, como, de fato, aconteceu.
Ao defrontar-se com o time catarinense, jogando de igual para igual, não era o Bonsucesso, time de vôlei, que estava ali na quadra, mas, Montes Claros cidade moderna, desenvolvida, com uma juventude desportista que mereceu os aplausos que vieram de longe. Naquele embate, estavam presentes em cada lance, a cidade, o povo, mostrado ao mundo o poder de uma juventude interiorana que lutou e venceu. Mereceu a subvenção que não foi jogada fora, mas, concedida aos que souberam tornar a cidade conhecida e admirada alem de nossas fronteiras.
Para nós montesclarenses naturais ou adotados que residimos fora, em outras cidades, assistir ao jogo foi emocionante. Estavam na quadra que víamos pela “telinha”, gigantes no esporte. Em nenhum momento, em nenhuma jogada, qualquer dos dois times mostrou-se inferior ao outro. Foi jogo de igual para igual, com disciplina e lealdade nas jogadas. Para quem assistisse ao jogo sem saber quem eram os contendores, poderiam pensar com certeza de que se tratava de dois times poderosos, de duas grandes cidades desportivas do país como Rio e São Paulo. Foi ao final do embate que Montes Claros apareceu com glória na voz do locutor da Rede Globo anunciando ao mundo a vice-campeã nacional de vôlei. Nós nos emocionamos, vibrando com a bela colocação da cidade no “rank” desportivo nacional. As lagrimas de Lorena, ao final do jogo, foram, também, as nossas lágrimas de pura emoção.
No nosso entender, se houve a subvenção pública, ela não teve caráter pessoal. Teve a intenção de atingir toda a coletividade através da promoção da cidade, tendo, assim, caráter de generalidade. Não atendeu propriamente às necessidades da associação desportiva, mas, ofereceu condições de desempenho ao time, capaz de tornar Montes Claros conhecida no mundo, como foi o caso. Por outro lado, o Bonsucesso é uma organização desportiva sem finalidade de lucros, legalmente constituída, o que dá à subvenção um caráter social, perfeitamente legal. Aliás, conceder auxilio por meio de subvenções publicas a organizações desportivas é comum em qualquer parte do mundo. Aqui no Brasil, quase sempre, as Prefeituras de cidades interioranas como é a nossa Montes Claros, auxiliam financeiramente os clubes desportivos para mantê-los vivos, servindo à comunidade jovem que necessita do esporte como educação e desenvolvimento pessoal.
Vou repewtir aqui o que dissemos no artigo da semana passada: Nessa hora de gloria, de prazer ao ver Montes Claros nas manchetes esportivas dos grandes jornais como vice-campeã de vôlei, vem à nossa mente, saindo do recôndito da memória, a velha Praça de Esportes e a figura do Sargento Pimenta esforçando-se no ensino esportivo aos jovens daquela época. A semente era lançada e começava o cultivo com a conscientização da juventude da importância do esporte no desenvolvimento da capacidade mental daquele que o pratica. Hoje, ao assistirmos pela televisão o jogo decisivo do campeonato nacional de vôlei envolvendo a nossa cidade e a capital catarinense, não podemos negar que que aquele velho espaço dedicado ao esporte, foi o começo de tudo porque foi ali que nasceu a vocação desportiva que conduziu a cidade à gloria de vice campeã nacional. Onde está a velha Praça?

(José Prates, 81 anos, é jornalista e Oficial da Marinha Mercante. Como tal percorreu os cinco continentes em 20 anos embarcado. Residiu em Montes Claros, de 1945 a 1958, quando foi removido para o Rio de Janeiro, onde reside com a familia. É funcionário ativo da Vale do Rio Doce, estando atualmente cedido ao Sindicato dos Oficiais da Marinha Mercante, onde é um dos diretores)

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Mensagem N°58156
De: Igor Data: Domingo 9/5/2010 08:11:00
Cidade: Moc

Esta virando rotina o roubo de carros aqui nos bairro Funcionários, Cândida Câmara e Sagrada Familía, fim de semana passada roubaram o carro do meu irmão na porta da minha casa, cerca de 5 carros já foram roubados nessa rua, hoje acordo, ao ler o jornal mais uma notíca de carro roubado na mesma região, os ladrões são sempre os mesmos, levam o carro tiram os acessórios e deixam o carro em locais isolados. É preciso que isso seja investigado e que a Policia tome providências, poís estou me sentindo acuado sem poder adquirir qualquer bem, sendo que posso ser roubado a qualquer hora do dia. Além desses furtos estão surgindo assaltos na Raul corrêa constantemente!!!!

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