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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 14 de outubro de 2026

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Jornalismo exercido pela própria população

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Mensagem N°57748
De: Paulo R. Souza Lima Data: Terça 27/4/2010 20:25:00
Cidade: BH

A mensagem 57737, do Ponciano Netto, me fez lembrar "da rua de Baixo, como era chamada carinhosamente por todos. Tinha nome formal de Joaquim Nabuco. Mas nigupem a tratava assim e sim de Rua de Baixo. Ficava de fato, abaixo do nível da Praça da Matriz e era ( naquele tempo...) a única rua antes do Rio Vieira, antes caudaloso (e hoje um esgotozinho safadinho de fedorento...). Mas era pela rua de Baixo que passavam. Animais e cavaleiros garbosos que saiam a passeear depois de dar um trato mjuito especial a seus cavalos. Os cavalos de fato pareciam refletir a personalidade dos donos. Dois destes cavaleiros cahamavam a atenção: seu Virgilio, marido da Dona Lulu e dono da chácara perto da corrente, nome que à época era dado ao Posto Fiscal; e Alvaro Tolentino, tio da minha primeira professora, Dalva Tolentino, lá no Colégio Imaculada. Cada um, a seu jeito, mostrava como gostavam das suas montarias. Seu Virgilio, preto alto e forte, pai de um mundo de gente, passava toda manhã de sábado com seu cavalão preo, penso que de nome Azulão. Portava arreios de couro e metal niquelado, com detalhes dos estribos de prata. Era uma belezura de se ver. Toda a rua corria às janelas quando ele passava, pois a meninada, ao vê-lo corria fazendo a maior algazarra ao pedir-lhe mangas, furta que na sua chácara dava como a boa e fata água do Córrego Pai João, que passava ali mesmo, no meio da sua propriedade. E eke ali, todo bonito, no seu terno escuro e chapelão de couro, todo preto. Parecia até um mariachi. Era uma visão inesquecíve. O outro, Alvaro Tolentino, louro de tez muito clara (alguns chamavam ele de "branco", montava um cavalão melado. Tanto ekle como o cavalo portava arreios e indumentária que mais pareciam ter saído de um dos filmes do Roy Rogers que nos assistiamos no domingo de manhã lá no Cine Montes Claros. Ele passava à tarde em trote elegante e seguia em direção à Praça da Matriz. Lá, no meio da Praça e em frente à Igreja, havia um largo sem calçamento. Ele ali apiava e ficava em pé, junto às árvores, segurando os arreios, enquanto olhava as mocinhas passeando no "footing" de fim de tarde/inicio de noite. Sempre que solicitado por alguma moçoila mais afoita, montava no cavalo, dava um trote rápido em volta do largo. Vinha a toda e estano a montaria, com a maior ponta, puxava os arreios e empinava o cavalo, ao mesmo tempo que tirava o chapeu com a mão direita e gritava, como o artista, "Aiô, Silver". Para nós meninos ele parecia mais um deus montado à cavalo." (parte de meu segundo livro, "Causos, Contos e outras histórias". Ed. Comunicação - BH no prelo)

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Mensagem N°57745
De: Onofre Data: Terça 27/4/2010 18:24:08
Cidade: Moc

Esplêndida Lua Cheia nos Montes Claros. Franjas lilases ao sol poente.

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Mensagem N°57739
De: Jornal do Brasil Data: Terça 27/4/2010 11:28:50
Cidade: Rio de Janeiro

(...) José Alencar é vítima de extorsão - Hildegard Angel, Jornal do Brasil - O vice-presidente da República, José Alencar, foi vítima, na noite de domingo, em seu apartamento no Rio, do golpe do falso sequestro. Sem empregados em casa, em Ipanema, ele mesmo atendeu ao toque do telefone, aceitando a chamada a cobrar e ouvindo, do outro lado da linha, o choro forte de uma jovem, que ele julgou fosse uma de suas filhas. Ela apelava, desesperada: “Meu pai, meu pai, me pegaram, meu pai, estou amarrada, paga logo eles para eles me soltarem, meu pai!”. Ato contínuo, um suposto sequestrador assumiu o telefone, anunciando que a moça estava em seu poder e exigindo R$ 50 mil de resgate.
Muito tenso, Alencar tentou argumentar, alegando não ter, àquela hora, tal soma. “Não sou do Rio, não tenho tudo isso aqui!”. O criminoso, irredutível, também pediu joias. Alencar explicou que sua mulher, muito religiosa, fizera promessa e não as tinha. Depois de negociar sob pressão emocional, ouvindo o choro da “filha” ao fundo, Alencar conseguiu baixar para R$ 20 mil e, em seguida, sem desligar, acionou o empresário Walter Moraes: “Preciso pegar R$ 20 mil com urgência no Banco do Brasil”. O amigo se prontificou, ouvindo: “Então manda providenciar para mim, é uma emergência, é uma emergência”.
Enquanto aguardava pelo dinheiro, ainda ao telefone, o interlocutor fez a pergunta: “Você trabalha com o quê?”. E ele: “Eu sou vice-presidente da República do Brasil”. E o bandido: “Qual é seu nome?”. “José Alencar Gomes da Silva”. Ato contínuo, o bandido desligou. A segurança da Vice-Presidência apura a origem do telefonema, que, tudo leva a crer, foi mais um a partir de presídios, que, por mais que a população sofra, continuam a receber sinal das empresas de telefonia móvel, mais afeitas ao seu lucro do que às necessidades da população.
Nem o vice-presidente escapa - Thiago Feres - A tentativa de extorsão pelo telefone sofrida pelo vice-presidente da República José Alencar, enquanto estava em sua residência, no bairro de Ipanema (Zona Sul), no último domingo, serve para reforçar o alerta aos moradores da cidade sobre os riscos do golpe aplicado por bandidos. Alencar relatou à colunista do JB Hildelgard Angel que, depois de ouvir uma voz feminina clamando por socorro e ser informado pelos criminosos de que se tratava da sua filha, não desligou o telefone e negociou. Nervoso, conseguiu reduzir o valor de R$ 50 mil – pedido pelos golpistas – para R$ 20 mil. A conversa só não avançou porque os bandidos desligaram após serem informados de que estavam falando com o vice-presidente da República.
Com experiência na investigação desse tipo de crime, o titular da Divisão Anti-Sequestro da Polícia Civil, Marcos Reimão, fez críticas ao atual modelo adotado pelas operadoras de telefonia móvel do país. Segundo ele, a preocupação com o lucro permite que clientes estejam cadastrados nos bancos de dados das empresas sem informações básicas que poderiam solucionar casos de extorsão por telefone.
– O interesse público nunca foi prioridade para as operadoras, já que a parte financeira está acima de tudo e de todos – reclama Reimão. – Em casos policiais, as vítimas estão em risco iminente. Por isso, não podemos aguardar os longos períodos que as empresas nos pedem para levantar alguns dados. Além da demora do Judiciário, ainda precisamos esperar as operadoras.
Outras vítimas - De acordo com o delegado, pelo menos mais dois casos semelhantes ao vivido por José Alencar ocorreram no Rio no último fim de semana. Segundo ele, a pouca divulgação dessa prática criminosa pode estar favorecendo os bandidos. Para evitar prejuízos financeiros e desgaste emocional, o delegado recomenda que a população desligue o telefonema ao ser informado pelos golpistas
– Sei que é difícil, mas a população não deve dar conversa. Desliga o telefone e procura fazer contato com a possível vítima. Caso ela não seja localizada, a polícia é que deve ser procurada – orienta.
Segundo a polícia, normalmente, as ligações dos bandidos partem de dentro dos presídios. No entanto, até o fechamento desta edição, a Secretaria de Administração Penitenciária não havia informado quais unidades do estado utilizam bloqueadores de chamadas, se limitando a dizer que o Complexo Penitenciário de Bangu conta com o sistema. Apesar disso, a pasta não informou se o software utilizado é passível de falhas.
Já as estatísticas do Instituto de Segurança Pública (ISP) não são capazes de precisar se a ação vem aumentando ou sofrendo redução, uma vez que esse tipo de crime é registrado como estelionato, que engloba outras práticas. No último mês de fevereiro, foram 3.344 registros em todo o estado. No mesmo mês do ano passado, o número foi um pouco maior: 3.396.
A Secretaria de Segurança informou que possui uma série de mecanismos gerenciados pela Polícia Civil para combater a extorsão por telefone. Uma delas é a utilização de um software chamado de “guardião”, que consegue rastrear – sempre com autorização judicial – ligações dos suspeitos.
Presídios de segurança máxima são imunes - As prisões de segurança máxima do governo federal, como a de Catanduvas, no interior do Paraná, ou a de Campo Grande (MS), já foram construídas com antenas e equipamentos eletrônicos internos que não permitem o uso de celular num raio de aproximadamente 100 metros ao redor das cadeias.
Não há números porque os registros de ocorrências são irrisórios. As vítimas ficam com vergonha porque, na verdade, trata-se de um estelionato prosaico, que só da certo porque a vítima entra em pânico. Todos os dias centenas de desavisados, especialmente nos grandes centros, caem no golpe. Simulando o papel de bombeiro ou de policial, voz firme como se estivesse atendendo uma ocorrência de acidente, o criminoso telefona a cobrar para um número de telefone fixo qualquer e pergunta ao interlocutor:
“O senhor (a) tem alguém fora de casa?”. Se a resposta for positiva e já vier com o nome de quem está fora naquele horário, começa a grande encenação. Normalmente a pessoa se desespera por imaginar uma tragédia, e então o criminoso encontra o espaço que estava esperando.
Em seguida, avisa que a pessoa está seqüestrada e solta uma gravação, cuja voz deve ser semelhante ao perfil do “seqüestrado”, em geral o filho ou a filha de quem atendeu. Os gritos apavoram. O criminoso passa então a fazer as exigências: a vítima não deve telefonar para ninguém a partir daquele momento e recebe o número de uma conta bancária para transferir imediatamente determinada quantia. Consumado o golpe, quando a polícia vai atrás do dinheiro, a conta do falsário que está fora dos presídios já foi desativada. O valor varia de acordo com o padrão econômico da vítima, mas normalmente o prejuízo fica em torno de R$ 5 mil. Fora o susto.

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Mensagem N°57737
De: José Ponciano Neto Data: Terça 27/4/2010 10:14:41
Cidade: Montes Claros-MG  País: Brasil

Existiu uma personagem em Montes Claros que além de mim, tenho certeza que muitos montesclarenses gostariam de saber sobre ele; estou falando de Virgílio Preto.Ele sempre amarrava seu cavalo próximo ao Bar Sibéria, na época comentava que ele era marchante (negociava gado) e morava na Vila Brasília. Imagino que pessoas como Alberto Sena, Augusto Vieira,Paulo Narciso, Raphael Reys e Luiz Carlos Novaes (Peré) são ricos de informações sobre esta personagem.

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Mensagem N°57734
De: Mariana Amorim Data: Terça 27/4/2010 10:08:28
Cidade: Salvador/Ba

Telefone: (71) 91366141 - Mensagem: Meu deus, estou tão longe dai... ainda nem acredito o que aconteceu com a pessoa que eu amava muito... eu queria saber de vocÊs o que aconteceu, com Luiz Gustavo!! do acidente do dia 18/04 pra mim é doloroso !!! .... eu to muito ruim

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Mensagem N°57733
De: Hoje em Dia Data: Terça 27/4/2010 10:05:52
Cidade: Belo Horizonte

Projeto começa construir 496 moradias – O Programa Minha Casa, Minha Vida começará a construir 496 moradias populares no Bairro Independência, em Montes Claros. O contrato foi assinado pela Construtora Incasa e a Caixa Econômica Federal. De acordo com a previsão, o projeto do Governo Federal dotará a cidade de 3.400 moradias.O gerente-geral da Caixa, Sérgio Luiz da Silva, informou que deverá ser assinado também o contrato do Residencial Santos Dumont, no mesmo bairro, com 214 casas. Outros conjuntos habitacionais estão em processo de avaliação. (...) No Independência, serão atendidos trabalhadores que recebem até três salários mínimos mensais. A previsão é a de que as casas sejam construídas em um ano, com redes de água e esgoto e energia elétrica. O investimento é de R$ 18,8 milhões. (...)

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Mensagem N°57731
De: washington leite da silva Data: Terça 27/4/2010 09:34:24
Cidade: francisco dumont/MG

Titulo da notícia: Janaúba, Januária, Bocaiúva, Pirapora, Claro dos Poções, São João da Ponte, Capitão Enéas e Mirabela, entre outras, estão nesta lista do Ministério Público - Comentário: É bom que se esclareça melhor a notícia, os vereadores da cidade de francisco Dumont não receberam esse décimo terceiro. Deve ter sido somente o prefeito e o vice.

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Mensagem N°57730
De: Roy Chaves Data: Terça 27/4/2010 09:04:06
Cidade: Montes Claros/MG

Faleceu hoje por volta das quatro horas Jesus Vieira Marques, Jesus da Tyressoles. Gesus juntamente com seus irmãos Sebastião e Ageu, estabeleceram comercio em Montes Claros onde também constituíram famílias. Sr. Jesus era daquelas pessoas onde a bondade Fez moradia, homem da melhor qualidade, era vicentino, ajudou muitas pessoas principalmente familiares e ex-funcionários, muitos destes sólidos comerciantes que iniciaram suas vidas profissionais na tyressoles ou na pneumoc. Foi casado com Dona Terezinha Barcelos com quem teve cinco filhos maravilhosos, Imaculada já no andar de cima, Magela, Isaura, Gegêu e Tetê. Muito apaixonado pela esposa não mais agüentou de saudades e foi ao seu encontro, deixa alem do belo exemplo de vida muitas saudades. O corpo está sendo velado na Santa Casa de Montes Claros.

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Mensagem N°57729
De: Benedito Said Data: Terça 27/4/2010 08:41:33
Cidade: Montes Claros (MG)

Faleceu ontem (26) Raimundo Brandão, que manteve o jornal O Gorutuba durante muitos anos, em Janaúba, de onde nunca quis arredar o pé. O Norte de Minas perde um guerreiro que lutou por anos para manter um jornal no interior, numa época de linotipos e sertão bravio, sem estradas, saúde ou educação pública, temas que abordava com paixão dos que desejam a terra próspera.

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Mensagem N°57717
De: Hoje Em Dia Data: Segunda 26/4/2010 19:04:10
Cidade: BH

Redução de tarifa de ônibus em Montes Claros começa a valer na terça - Girleno Alencar – A juíza Rozana Siqueira Paixão, da 1ª Vara da Fazenda Pública de Montes Claros, determinou que as empresas Alprino e Transmoc reduzam, a partir de terça-feira (27), o preço da passagem do transporte coletivo urbano, de R$ 1,90 para R$ 1,55. A medida é em cumprimento da liminar expedida por ela no dia 7 de abril. Se não cumprirem a ordem, as concessionárias terão de pagar multa diária de R$ 5 mil, cada. O despacho foi dado na última quinta-feira (22), após análise do pedido do promotor Felipe Gustavo Gonçalves Caires, da Curadoria do Consumidor. Na concessão da liminar, a juíza havia determinado que os usuários fossem ressarcidos dos R$ 0,35 cobrados indevidamente, com desconto na tarifa, o que a reduziria para R$ 1,20, durante um ano. No novo despacho, porém, essa devolução não foi abordada. Ontem, as empresas informaram que entraram com recurso no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) para tentar derrubar a sentença. A polêmica sobre o preço da passagem começou em abril de 2009, quando o prefeito Luiz Tadeu Leite o reajustou de R$ 1,55 para R$ 1,90. O Ministério Público entrou com ação civil pública, alegando que, conforme a licitação do serviço, as empresas não teriam direito a aumento da tarifa se mantivessem na frota ônibus com mais de oito anos de uso. Em 7 de abril deste ano, a juíza concedeu liminar, mandando voltar ao valor de R$ 1,55. As concessionárias alegaram que haviam trocado os 20 ônibus considerados inadequados, mas o promotor Felipe Caires argumentou que, embora o problema dos veículos do ano de 2000 tivesse sido resolvido, continuam sendo usados ônibus de 2001, com mais de oito anos. O promotor pediu que fosse estabelecida multa diária de R$ 20 mil para cada empresa, por descumprimento da ordem judicial e afirmou que, se for necessário, o Ministério Público requisitará providências à Polícia Militar, diante da configuração de infração penal. Pela lei, esta providência seria a prisão dos diretores das empresas. O empresário Henrique Sapori, da Transmoc, alega que está havendo “dúbia interpretação do caso”. Segundo ele, o processo judicial é sobre o aumento da tarifa em 2009, e as empresas colocaram 20 novos ônibus em circular, cumprindo a lei. “Em 2010, não houve reajuste de tarifa e, por isso, não precisaríamos cumprir a legislação que determina ônibus com oito anos de utilização. Mesmo assim, em fevereiro, encomendamos novos veículos, que, no máximo em maio, estarão circulando”, afirma Sapori.

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Mensagem N°57710
De: Claudio Silva Data: Segunda 26/4/2010 13:57:01
Cidade: Montes Claros

Trabalho a 4 anos no distrito Industrial, bem próximo a empresa de laticínios, de orígem suiça. Bem, o grande mau cheiro característico naquele local, vem muito antes da criação da ETE. Sempre tivemos este insuportável cheiro na região. Quem quiser conferir, é só dar uma passeada de carro na extensão da Av Sidney Chaves para comprovar!

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Mensagem N°57708
De: Eduardo Data: Segunda 26/4/2010 13:27:43
Cidade: Viçosa/MG

Acho que essa notícia ilustra bem porque os montesclarenses têm receio em se identificarem ao denunciar os barulhentos. "Homem é morto durante discussão por barulho na Zona Leste de SP" Fonte: http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2010/04/homem-e-morto-durante-discussao-por-barulho-na-zona-leste-de-sp.html

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Mensagem N°57704
De: Hilanna Lessa Data: Segunda 26/4/2010 11:27:37
Cidade: Itaocara/RJ

Telefone: (22) 38612051 - Mensagem: Olá, gostaria de saber quem é o montes-clarense que faz operações espirituais, tão famosas no Estado do Rio. Gostaria também do endereço e se puder telefone para marcar uma visita. Existem várias outras pessoas também interessadas, porém ninguém conseguiu o endereço dele, ou site, nada que nos desse qualquer tipo de informação. A minha última tentativa agora é por aqui, pelo site da cidade. Desde já, agradeço.

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Mensagem N°57702
De: Augusto Vieira Data: Segunda 26/4/2010 11:20:55
Cidade: Belo Horizonte

TIÃO BOI”

Eu tinha vizinhos maravilhosos em minha aldeia. De uma lado minha querida “Zinha”, que era Alice dos Anjos, em cuja casa viviam também suas duas irmãs Biela e Carlotinha. Do outro lado “seu” Marinho Português e minha querida D. Xininha, com aquela filharada bacana, pais do chefe de minha trinca, Gerinha Português, a quem Raphael Reys cognominou “Lenda Viva”. À frente, numa esquina, o Prof. João Neto e D. Maria, pais de Carminha, Edmundo, Branca e Paulinho, ao lado da casa de “seu” Mundinho e de D. Marieta. Ainda à frente meu querido e saudoso “tio” Lourenço Sant’Ana, pai de Boyzinho (Moacyr) e, depois, Wilson Athayde. Nas esquinas ficavam a vendinha de Orácio e a Sapataria de Lourival. Do lado esquerdo da casa de “seu” Mundinho, na Presidente Vargas, havia um imenso corredor interno, tendo à sua frente um pequeno cômodo, que dava para a rua. Foi alugado, lá pelos idos de 1957, a um jovem sapateiro, cujo nome era Sebastião Ramos Guimarães e cujo apelido era “Tião Boi”. Nasceria, então, a “Sapataria Nossa Senhora de Fátima”, que se tornaria um dos grandes pontos de encontro dos moquenhos. Tião, bom de prosa, com aquele seu jeito simples, sincero e, às vezes, até deselegante, devido a sua intrépida franqueza, tinha mania de filosofar sobre a vida. Exercia a profissão com maestria e era um touro no trabalho. Talvez aqui, suponho, a origem de seu apelido. Jogamos futebol no juvenil do Cassimiro de Abreu: Gerinha e eu de zagueiros, Alpheuzão de goleiro e ele e Haroldinho de laterais, tendo como técnico o grande Castilho. Nesse contexto fui me tornando seu amigo e, devido a isso, meus pais também, a ponto de ele ser um dos mais frequentes convidados de minha casa para um almoço ou lanche, ou para um fim de semana na fazenda. Ouvimos, em 1958, pelo rádio Semp, na voz de Jorge Curi, o Brasil sagrar-se campeão do mundo pela primeira vez e fizemos o maior carnaval lá em casa.
Tião Boi consertava sapatos na parte direita, aos fundos, sentado num banquinho, tendo ao lado uma pequena prateleira e à sua frente uma mesinha. Tudo de madeira e feito por ele. Em frente à mesinha havia um pequeno balcão, que deixava uma passagem do lado esquerdo, espaço dos banquinhos (muitos deles tocos de troncos de árvores) para receber os inúmeros amigos. Na parede, ao alto, em cima de uma porta, um poster de Nossa Senhora de Fátima e, logo abaixo, um outro, imenso, do Flamengo, duas de suas paixões. O próprio Tião pintava de azul as peças de madeira, para reverenciar sua terceira paixão, o Cassimiro de Abreu, que eu teria a honra de presidir, em 1971/2, tendo-o como membro da diretoria e abnegado conselheiro. A sapataria sempre era visitada por Aristóbolo Mesquita, que vinha do Rio de Janeiro à caça de talentos para o Flamengo.
Tião Boi tornou-se técnico de futebol de salão e fez times brilhantes. Ganhou muitos títulos. Eu já havia parado de jogar, mas ele sempre me inscrevia em seus times. Uma vez exigiu minha presença. Eu já trabalhava no Serviço de Assistência Judiciária da Faculdade de Direito da UFMG, mas como não atender à convocação daquele grande amigo? Parafraseando Charles Boa Vista, “fui de trem pra Montes Claros”. Faltando dois minutos para terminar o jogo ele me colocou na quadra e, por incrível sorte, num chute que nunca mais darei, a bola quase saíndo para a linha de fundo, marquei o gol do título no grande amigo e goleiro Pindoba (Eustáquio Milo). Fomos comemorar no Espeto de Ouro e a turma deitou-me, de barriga pra cima, nas mesas unidas e me deu o maior banho de cerveja.
Tião se casou e não foi feliz. Como “desgraça pouca é bobagem”, ainda pegou uma doença alérgica na pele, talvez causada por seu contato diário com o couro de boi. Teimoso, não seguia as normas do tratamento. Paulinho Dias quis levá-lo para o Rio de Janeiro para tentar curá-lo, mas ele não aceitou. Faleceu, no esplendor da vida, muito sozinho, numa casa que construíra, com imenso sacrifício, no Bairro Todos os Santos. Sempre que ia a Montes Claros o visitava e ficava muito triste em vê-lo naquela situação.
Dos frequentadores mais assíduous da sapataria, em meu tempo, recordo-me, dentre muitos outros, de Betão Viriatinho, Gentil, Beto e Quincas de Queiroz, “seu” Lucinho Narciso, Jackson Athayde e Ricardo Tupynambá (grandes amigos que recentemente nos deixaram), Ruizão e Berilo Maia, Zé Carlos Gomes, Zé César Vasconcelos, Coró e Chiquito Barbosa, William e Zé Geraldo Santos, Valmir Alencar, Taque Maia e Tidinho Xorró, Paulinho Dias, Nélson e Nivaldo Santos, Xandão (meu irmão), Tatu, Felício Fernandes (Gaguinho), Zé Venâncio e seu irmão, um garotinho bom de bola e letras chamado Alberto Sena.
Felício Fernandes, o Gaguinho, famoso ponta-esquerda – aquele que deu uma “gaúcha” em Almerindo e deixou imediatamente o treino no campo do Cassimiro, de uniforme e chuteiras, para comemorar no Bar de Zé Piriquitinho, na Praça Dr. Carlos –, uma vez, elaborou e recitou para nós um poema ininteligível, que até hoje repito quando me lembro da turma da “Sapataria Nossa Senhora de Fátima” e de seu artífice, nosso querido e inesquecível amigo “Tião Boi”.
“Tu,
Não seja já!
Vem, vírgola,
Ó parte omana!
Me chama Judite.
E vem zabelê,
E vem sabeá.
E ponto final.”

PS: Quem tiver uma foto de Tião Boi, por favor, envie para mim, pela internet ([email protected]) para que eu ilustre essa crônica, que também foi publicada em meu site de literatura (http://sites.google.com/site/quidialas), no link AMIGOS.

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Mensagem N°57701
De: Sidney Data: Segunda 26/4/2010 10:53:24
Cidade: Moc/MG

Sou engenheiro sanitarista e com conhecimento de causa em relação ete (estação de tratamento de efleuentes).para que uma ete de eficiencia e naõ cause mau cheiro ,as bacterias tem que se estabilizarem,o que demora de 90 a 120 dias .caso se comprove e persista o cheiro, a população deve questionar a copasa com relação á eficiencia do projeto,mas não houve tempo ainda para que se questione um projeto de que tudo para resolver a questão do tratamento de efleuntes(esgotos) do nosso municipio.portanto temos que esperar um pouco mais,pois em visita ao local com uma equipe de tecnicos ,nao se4ntimos cheiro algum que incomodasse.

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