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montesclaros.com - Ano 26 - quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
 

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Mensagem: Quando o Saber Escolhe Permanecer Há pessoas que acumulam conhecimento como quem guarda água: não para si apenas, mas para atravessar as secas coletivas. São essas as pessoas que transformam saber em gesto, cultura em partilha, inteligência em ponte. Quando grandes personalidades decidem dividir o que sabem, não estão apenas ensinando — estão, sobretudo, humanizando o próprio conhecimento. Vivemos tempos de abundância de informação e, paradoxalmente, de escassez de reflexão. Por isso, causa assombro — e também alento — encontrar quem escreva não para impressionar, mas para provocar pensamento; não para ocupar espaço, mas para abrir caminhos. É nesse ponto que surgem figuras como o Dr. Isaías Caldeira, juiz de direito, que, em textos curtos e precisos, às vezes lançados com aparente simplicidade, oferece ao leitor algo raro: pausa. Suas palavras não gritam, não disputam atenção; antes, convidam. Cabem no tempo apressado e permanecem no espírito por muito mais. Mais recentemente, esses escritos chegam por intermédio do Dr. Eraldo Magno, conhecido advogado atuante na comarca de Janaúba, alguém que parece ter feito da cultura uma extensão natural de si mesmo. Ser filha do meu pai me permite aproximar de personalidades como o Dr. Eraldo, que oferece conhecimento farto a quem esteja em sua presença — e mesmo eletrônica, pelo compartilhamento de ideias e textos sábios e ensinadores, como os do Dr. Isaías. Essa generosidade intelectual torna homens que poderiam ser comuns aos pertencentes à nobreza, da qual João Guimarães Rosa é um dos maiores representantes. O diplomata poderia ter guardado sua erudição nos salões fechados da academia, mas preferiu espalhá-la pelos sertões, pelas falas do povo, pelas curvas ousadas da língua brasileira. Seu legado não está apenas nos livros consagrados, mas na coragem de acreditar que a cultura só cumpre seu papel quando circula, quando se mistura à vida comum e se deixa tocar pelo humano. Cada neologismo, cada sertanidade e cada trejeito escrito - então deixado - foi vereda para Guimarães Rosa eternizar-se. Há, nos textos breves do Dr. Isaías Caldeira e na obra do escritor cordisburguense, um mesmo compromisso silencioso: o de não permitir que o saber se encerre em si mesmo. Eles parecem compreender que conhecimento não é ornamento, é responsabilidade, transforma leitores e ouvintes em continuadores. Talvez seja isso que chamamos de legado: não a notoriedade dos cargos, o peso dos títulos, mas a capacidade de permanecer vivo naquilo que se entrega ao outro. Quando o conhecimento escolhe permanecer — não nos arquivos, mas nas pessoas — ele se transforma em herança coletiva, dessas que o tempo não apaga e a memória agradece. Este texto é mais que uma homenagem em agradecimento ao conhecimento que adquiri do Dr. Isaías Caldeira por intermédio do Dr. Eraldo Magno Alves Pereira. É uma propaganda: que todos que leiam procurem os escritos do Dr. Isaías, para que aproveitem os minutos de luxo na leitura, como tenho aproveitado. E que os grandes pensadores sempre sejam amigos, para fazerem disseminar cultura, sabedoria e conhecimento à massa populacional. Isso é educação de qualidade. Um beijo, Maria Clara.

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